O ciclismo mudou
A ACL atua hoje num contexto muito mais diverso, envolvendo diferentes disciplinas, formas de prática e um conjunto mais amplo de clubes, praticantes, treinadores, dirigentes, comissários e organizadores.
Os Estatutos que têm regido a Associação de Ciclismo de Lisboa foram concebidos num contexto institucional, jurídico, desportivo e tecnológico muito diferente do atual. A revisão de 2026 procura atualizar de forma global e coerente a organização da ACL, preservando a sua identidade e preparando-a para os desafios das próximas décadas.
A Associação de Ciclismo de Lisboa aproxima-se de uma nova etapa da sua vida institucional.
Desde 1944, a Associação de Ciclismo do Sul, e posteriormente a Associação de Ciclismo de Lisboa tem acompanhado o crescimento e a transformação do ciclismo, procurando responder às necessidades dos clubes, praticantes, treinadores, dirigentes, comissários, organizadores e de todos aqueles que contribuem diariamente para o desenvolvimento da modalidade.
Os Estatutos são a base dessa organização. Definem quem somos, como participamos, como decidimos e de que forma asseguramos que a Associação funciona com responsabilidade, transparência e respeito pelas competências de cada um dos seus órgãos.
O quadro estatutário que nos acompanhou durante mais de três décadas foi construído numa realidade muito diferente daquela que hoje conhecemos. O ciclismo evoluiu, o enquadramento jurídico e federativo tornou-se mais exigente, surgiram novas formas de participação e aumentaram as responsabilidades das organizações desportivas em matérias como a integridade, a fiscalização, a proteção de menores, a inclusão, a segurança e a sustentabilidade.
Por essa razão, esta revisão não pretende limitar-se a alterar algumas disposições. Procura realizar uma atualização global e coerente da organização da ACL, preservando a identidade e a história da Associação e, simultaneamente, preparando-a para os desafios das próximas décadas.
Pretendemos uma Associação mais clara na distribuição das responsabilidades, mais participada na formação das suas decisões, mais transparente na gestão dos seus recursos e dotada de mecanismos que reforcem a independência, a fiscalização e a confiança de todos os que integram o ciclismo regional.
Esta revisão deve também ser entendida como um exercício de responsabilidade perante aqueles que construíram a Associação desde 1944 e perante aqueles que, no futuro, terão a responsabilidade de continuar esse trabalho.
Convido, por isso, todos os que integram a Associação de Ciclismo de Lisboa a conhecerem esta proposta, a compreenderem as razões que estão na sua origem e a participarem de forma informada e construtiva neste processo.
Ao longo de mais de três décadas, transformaram-se profundamente a modalidade, o enquadramento jurídico do desporto, os modelos de participação e as exigências colocadas às organizações desportivas.
A ACL atua hoje num contexto muito mais diverso, envolvendo diferentes disciplinas, formas de prática e um conjunto mais amplo de clubes, praticantes, treinadores, dirigentes, comissários e organizadores.
Evoluíram a legislação desportiva, a organização federativa, as exigências de transparência, os mecanismos de fiscalização e os modelos de responsabilidade e prestação de contas.
A revisão procura tornar mais claras as regras sobre quem participa, quem representa, quem vota, com quantos votos e como esses votos são apurados.
Ver regras da Assembleia Geral →A atividade associativa exige hoje maior capacidade administrativa, financeira, documental e organizativa, justificando regras mais claras de responsabilidade e controlo.
Os meios de comunicação e os sistemas de informação mudaram profundamente a forma como as organizações funcionam, comunicam, documentam e tomam decisões.
Ética, integridade, proteção de menores, igualdade, inclusão, segurança, responsabilidade social e sustentabilidade assumem hoje uma importância que o quadro estatutário anterior não refletia de forma suficientemente sistemática.
A revisão procura estabelecer uma estrutura orgânica clara, assente na separação de competências, na responsabilidade dos titulares e na independência das funções de fiscalização, disciplina e arbitragem.
O preâmbulo identifica como objetivos da revisão o reforço das regras de elegibilidade, incompatibilidades, conflitos de interesses, limitação de mandatos, responsabilidade, transparência financeira, prestação de contas e acesso à informação.
A revisão assume expressamente dimensões que hoje são essenciais à atuação de uma organização desportiva responsável.
A revisão procura reservar aos Estatutos as regras fundamentais e duradouras da ACL, remetendo para os regulamentos internos os procedimentos administrativos, eleitorais, disciplinares, financeiros e técnicos que podem exigir atualização mais frequente.
A revisão procura preservar o património institucional construído desde 1944 e garantir que a ACL dispõe de uma estrutura capaz de continuar a cumprir a sua missão perante os desafios atuais e futuros.
A revisão estatutária pretende dotar a Associação de Ciclismo de Lisboa de uma estrutura mais clara, transparente, participada, responsável e sustentável, preservando a identidade construída desde 1944.